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Rafael Fontana apresenta experiência de integração turística do Vale do Taquari em Santa Catarina

Rafael Fontana apresenta experiência de integração turística do Vale do Taquari em Santa Catarina

Presidente da Amturvales participou de encontro promovido pelas CDLs de Piratuba e Ipira e compartilhou experiências de regionalização, governança e desenvolvimento de produtos turísticos

O presidente da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales), Rafael Fontana, participou, na noite desta quarta-feira (23), de um encontro na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Piratuba, em Santa Catarina. Convidado pelas CDLs de Piratuba e Ipira, Fontana apresentou a experiência do Vale do Taquari na organização e integração do turismo regional.

Com o tema “Turismo Integrado – Regionalizado e Potencialização”, a apresentação abordou a importância da conexão entre municípios para ampliar a capacidade dos destinos de atrair visitantes, aumentar o tempo de permanência e distribuir os benefícios econômicos do turismo pelo território.

Durante a palestra, Fontana apresentou a trajetória do Vale do Taquari, que nos últimos anos ganhou projeção no cenário turístico a partir da consolidação de novos atrativos e produtos, entre eles o Trem dos Vales e o Cristo Protetor de Encantado, além da expansão de empreendimentos privados e da articulação regional entre municípios, entidades e iniciativa privada.

Para o presidente da Amturvales, um dos principais aprendizados da experiência regional está na compreensão de que o visitante não limita sua viagem às fronteiras administrativas de uma cidade. A lógica do turismo integrado busca justamente conectar atrativos, gastronomia, hospedagem, comércio, eventos e experiências para estimular a circulação e aumentar a permanência do turista no território. “O turista não está preocupado em saber onde termina um município e começa o outro. Ele busca experiências. Quando conseguimos conectar cidades, atrativos, empreendedores e pessoas, ampliamos os motivos para que esse visitante permaneça mais tempo, circule pela região e movimente diferentes setores da economia”, destacou Fontana.

A apresentação também tratou da importância da governança regional, das parcerias entre poder público e iniciativa privada, da infraestrutura, da qualificação profissional, do acolhimento ao visitante, da estruturação de produtos e rotas e da utilização de dados para orientar as estratégias dos destinos.

Integração como oportunidade

A realidade de Piratuba e Ipira esteve entre os pontos abordados durante o encontro. A proximidade entre os dois municípios foi utilizada para demonstrar como destinos vizinhos podem deixar de disputar individualmente o visitante e passar a construir experiências complementares.

A proposta apresentada é que o fluxo turístico existente seja percebido como uma oportunidade para todo o território: um visitante hospedado em uma cidade pode consumir, conhecer atrativos e viver experiências em outras localidades, ampliando os impactos econômicos da atividade. “Uma região se fortalece quando entende que compartilhar o turista não significa dividir oportunidades. Significa multiplicá-las. Quanto mais experiências conseguirmos oferecer de forma integrada, mais razões damos para o visitante ficar, consumir, retornar e recomendar o destino”, afirmou.

Fontana também compartilhou a experiência de organização da Amturvales, que atua na articulação dos municípios e do trade turístico do Vale do Taquari. A apresentação destacou que a regionalização exige estratégia compartilhada, diálogo entre os diferentes atores e capacidade de transformar atrativos isolados em produtos capazes de chegar ao mercado.

A participação em Piratuba também reforça o intercâmbio de experiências entre regiões turísticas. Para Fontana, modelos desenvolvidos em diferentes territórios podem servir como referência, desde que adaptados às características e potencialidades locais. “O Vale do Taquari tem muito a compartilhar, mas também muito a aprender. Esses encontros são importantes justamente porque permitem trocar experiências e perceber que o desenvolvimento turístico não acontece de forma isolada. Ele é resultado de planejamento, organização, parceria e, principalmente, da capacidade de construir uma visão coletiva de território”, conclui.

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